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Fonte: Logweb

“Os avanços no setor de transportes deram ao homem acesso à modernidade. No entanto, a deterioração da rede tem dificultado o crescimento econômico, a expansão das fronteiras para o comércio exterior e, consequentemente, as parcerias estratégicas com outros países do Mercosul. A estagnação de investimentos em infraestrutura, principalmente em nossa matriz energética, foram marcantes em 2009”. O alerta é do diretor de Operações da ITRI Rodoferrovia e Vice Presidente de Transporte Ferroviário da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal – CBC, Washington Soares.

Segundo ele, a única – e favorável – contrapartida a esta situação, deflagrada no último ano, foi o fato de a multimodalidade ter se constituído como alternativa, no Porto de Santos. “Como há uma tendência mundial para que empresas ligadas direta ou indiretamente ao comércio internacional adotem políticas de sustentabilidade, a multimodalidade passou a ser o foco principal das discussões, o que deve se evidenciar ainda mais no Brasil ao longo do ano. Em nosso pais, a multimodalidade será uma estratégia de logística sustentável que fará a diferença neste cenário de estagnação de investimentos no setor de transportes”, defende.

Soares lembra que, para se obter ganhos sustentáveis é preciso estabelecer a diminuição nos níveis de emissões de CO2, principalmente, no setor de transportes. “E isto se dá através de planejamento logístico e da escolha de modais mais ecoeficientes, ou seja, menos poluentes, como a cabotagem e a ferrovia. Trata-se de uma discussão que ainda aparece de forma tímida no Brasil, apesar de já existirem pesquisas relevantes à aplicação, por exemplo, de bicombustível, com base no processo de produção de veículos híbridos”, diz.

Para termos uma logística sustentável em um ambiente globalizado, a redução de custos e a multimodalidade serão fundamentais frente a um cenário de competição internacional, orienta Soares. “A redução da emissão de CO2 por meio da adoção de modais mais propícios ao eco desenvolvimento nada mais é do que uma grata contribuição à sociedade e ao meio ambiente”.
Grandes montadoras, com tradição na gestão de uma logística sustentável, já realizam no Porto de Santos, desde 2009, operações multimodais de contêineres, para armazéns localizados no interior, à exemplo do CRAGEA, e vem fomentando o mercado ferroviário.

“O ano passado, a Itri Rodoferrovia foi responsável por 100% de todas as operações multimodais no complexo santista, o que corresponde a 30% de toda a movimentação ferroviária de contêineres da MRS Logística e um crescimento de 8% na receita da empresa”, destaca Soares.

Por outro lado, ele recorda que “as operações de transporte multimodal são dependentes de uma logística de suporte para se tornarem mais competitivas diante da internacionalização da produção e do consumo que, de forma comportamental, pode aumentar ou diminuir a demanda portuária de forma contínua”, conclui Soares.